Maria Imaculada

.No momento em que Jesus, batizado por João, sai das águas do rio Jordão, a voz de Deus Pai faz-se ouvir do alto: «Eis o meu Filho muito amado, em quem depositei a minha complacência» (v. 17). E ao mesmo tempo o Espírito Santo, em forma de pomba, pousa sobre Jesus, que dá publicamente início à sua missão de salvação; missão caracterizada por um estilo, o estilo do servo humilde e manso, munido unicamente da força da verdade, como Isaías tinha profetizado: «Ele não gritatá, nunca elevará a sua voz, […] Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião» (42, 2-3). Servo humilde e manso.

Reflexão: 
Até que ponto dependo do Espírito, e deixo com que ele crie em mim a semelhança de Cristo manso e humilde de coração? Como Filha da Caridade como practico a Humildade, a Simplicidade e a Caridade?

Eis o estilo de Jesus, e também o estilo missionário dos discípulos de Cristo: anunciar o Evangelho com mansidão e firmeza, sem gritar, sem repreender ninguém, mas com mansidão e firmeza, sem arrogância nem imposição. A verdadeira missão nunca é proselitismo mas atração a Cristo.

Reflexão: 
Mas como? Como se faz esta atração a Cristo?

 Com o próprio testemunho, a partir da vigorosa união com Ele na oração, na adoração e na caridade concreta, que é serviço a Jesus presente no mais pequenino dos irmãos. À imitação de Jesus, Pastor bom e misericordioso, e animados pela sua graça, somos chamados a fazer da nossa vida um testemunho jubiloso que ilumina o caminho, que anuncia esperança e amor.

E passemos agora à segunda Leitura e ao Evangelho. Eles dizem-nos que a primeira e principal educação tem lugar através do testemunho. O Evangelho fala-nos de João Baptista. João foi um grande educador dos seus discípulos, porque os conduziu ao encontro com Jesus, de Quem tinha dado testemunho. Não se exaltou a si mesmo, não quis manter os discípulos ligados a si. E no entanto, João era um grande profeta, e a sua fama era enorme. Quando Jesus chegou, ele retirou-se e indicou-O: «Depois de mim virá outro, mais poderoso do que eu… Eu baptizei-vos com a água; Ele, porém, batizar-vos-á no Espírito Santo» (Mc 1, 7-8). O verdadeiro educador não vincula as pessoas a si mesmo, não é possessivo. Quer que o filho, ou o discípulo, aprenda a conhecer a verdade, e estabeleça com ela uma relação pessoal. O educador cumpre o seu dever até ao fundo, e não faz faltar a sua presença atenta e fiel; mas a sua finalidade é que o educando ouça a voz da verdade falar ao seu coração, e que a siga num caminho pessoal.

Reflexão:
Qual tem sido meu testemunho às pessoas que tenho que educar? Sou capaz de assumir esta atitude de humildade de Jõao Baptista diante da minha missão? Ou procuro aparecer em primeiro lugar do que o próprio Cristo?

Na segunda Leitura, o apóstolo João escreve: «É o Espírito quem dá o testemunho» (1 Jo 5, 6). Refere-se ao Espírito Santo, o Espírito de Deus, quem dá testemunho de Jesus, atestando que Ele é Cristo, o Filho de Deus. Isto vê-se também na cena do baptismo no rio Jordão: o Espírito Santo desce sobre Jesus como uma pomba, para revelar que Ele é o Filho Unigénito do Pai eterno (cf. Mc 1, 10). Inclusive no seu Evangelho João sublinha este aspecto, onde Jesus diz aos discípulos: «Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade que procede do Pai, Ele dará testemunho de mim. Também vós dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio» (Jo 15, 26-27). Isto é-nos de grande conforto, no compromisso de educar para a fé, porque sabemos que não estamos sozinhos, e que o nosso testemunho é sustentado pelo Espírito Santo.

 Oração Final

A Virgem Maria ajude todos nós, cristãos, a conservar uma consciência sempre viva e reconhecida pelo nosso Batismo, e a percorrer com fidelidade o caminho inaugurado por este Sacramento do nosso renascimento. E sempre com humildade, mansidão e firmeza.