A FÉ DO BEM-AVENTURADO FREDERICO OZANAM

A partir deste mês, teremos a oportunidade aprender como nossos santos e bem-aventurados vicentinos viveram sua Fé. Deixemo-nos inspirar por eles ao buscarmos uma maneira de darmos um testemunho público de nossa Fé como o Papa Bento XVI pediu em sua Carta Apostólica “Porta Fidei”.

   

A FÉ DO BEM-AVENTURADO FREDERICO OZANAM

A fé foi o fogo sagrado de Frederico Ozanam. Era, ao mesmo tempo, uma virtude a fomentar e um dom a partilhar. Foi em sua vida uma graça e uma herança que o tornava, justificadamente, orgulhoso e desejoso de proclamá-la em público. Foi a fé que lhe assegurou a distinção e o impulsionou a servir os Pobres com inteligência, humildade e misericórdia. Frederico compreendeu a importância de que os cristãos fossem e parecessem apóstolos enviados a lutar contra a insensibilidade do mundo com o fogo ardente da fé. Ele percebeu a importância do apoio fraterno para a prática das obras de misericórdia. Sobretudo, via Cristo na pessoa dos Pobres e se comportava diante deles como os verdadeiros representantes de seu Mestre.

Ramson, Ronald, C.M., Rezando com Frederico Ozanam, 2011.

Frederico Ozanam foi um caso especial na história de seu tempo. Nele se encontra toda riqueza de um homem de ciência que afirma sua fé católica sem arrogância nem timidez. Viveu sempre atento às necessidades do mundo e preocupado com o testemunho de sua fé e de sua ação cristã no meio intelectual em que vivia e trabalhava. Mais ainda, teve particular preocupação com os Pobres. Trabalhava incansavelmente para poder ajudá-los a saírem das situações de vulnerabilidade em que viviam. O sentido primário de Frederico Ozanam era testemunhar Jesus Cristo e a Igreja, mostrando que a fé dos cristãos e das cristãs deve inspirá-los a trabalhar de forma concreta para o bem dos Pobres, tanto material como espiritualmente falando.

Poggioli, Mizaél Donizetti, C.M., Fundamentos da Espiritualidade de Frederico Ozanam, 2009.

Alguns pensamentos do Bem-aventurado Frederico Ozanam sobre a FÉ:

“Conheci as dúvidas do século presente, mas toda minha vida me convenceu de que não há repouso para o Espírito e para o coração, a não ser na fé da Igreja e em sua autoridade”.

“A causa da ciência cristã, a causa da fé é o que possuo nas raízes do meu coração, e em qualquer humilde condição em que possa servi-la, usarei dignamente os anos que me forem concedidos viver sobre a terra.”

 “Aprendamos, antes de tudo, a defender nossa crença sem odiar nossos adversários, a apreciar aqueles que não pensam como nós, a reconhecer que há cristãos em toda parte e que Deus pode ser servido agora e sempre! Vamos reclamar menos de nossa época e mais de nós mesmos. Não desanimemos, mas sejamos melhores!”

“Não é uma haste frágil o que necessitamos para nos servir de apoio na nossa jornada terrena. Serão antes duas asas, dessas que os anjos têm: a fé e a caridade”.

“Não foi nosso primeiro objetivo socorrer aos Pobres, não: socorrer os Pobres foi apenas um meio. Nossa intenção foi de manter-nos puros na fé católica e testemunhá-la para os outros por meio da Caridade. A Caridade nos ensina que quando visitamos os pobres, nós ganhamos muito mais do que eles”.