Ano da Fé e a Ressurreição

Neste Ano da Fé, apresentamos alguns trechos de documentos da Igreja que nos acompanharão este mês no qual celebramos a festa da Páscoa.

NÓS CREMOS (Catecismo da Igreja Católica)

166. A fé é um ato pessoal, uma resposta livre do homem à proposta de Deus que se revela. Mas não é um ato isolado. Ninguém pode acreditar sozinho, tal como ninguém pode viver só. Ninguém se deu a fé a si mesmo, como ninguém a si mesmo se deu a vida. Foi de outrem que o crente recebeu a fé; a outrem a deve transmitir. O nosso amor a Jesus e aos homens impele-nos a falar aos outros da nossa fé. Cada crente é, assim, um elo na grande cadeia dos crentes. Não posso crer sem ser amparado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para amparar os outros na fé.

Catecismo da Igreja Católica

991. Crer na ressurreição dos mortos foi, desde o princípio, um elemento essencial da fé cristã. «A ressurreição dos mortos é a fé dos cristãos: é por crer nela que somos cristãos» ( Tertuliano, De resurrectione mortuorum 1, 1):

«Como é que alguns de entre vós dizem que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. Mas se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã é também a vossa fé. […] Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram» (1Cor 15, 12-14, 20).

Responder aos apelos do Espírito: Gaudium et spes

11. O Povo de Deus, movido pela fé com que acredita ser conduzido pelo Espírito do Senhor, o qual enche o universo, esforça-se por discernir nos acontecimentos, nas exigências e aspirações, em que participa juntamente com os homens de hoje, quais são os verdadeiros sinais da presença ou da vontade de Deus. Porque a fé ilumina todas as coisas com uma luz nova, e faz conhecer o desígnio divino acerca da vocação integral do homem e, dessa forma, orienta o espírito para soluções plenamente humanas.

A importância da cristologia – A importância decisiva da ressurreição

Queridos irmãs e irmãs ! (Bento XVI, Audiência geral, 5 de novembro de 2008)

Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia também é a vossa fé… ainda estais nos vossos pecados” (1 Cor 15, 14.17). Com estas fortes palavras da primeira Carta aos Coríntios, São Paulo faz compreender que importância decisiva ele atribui à ressurreição de Jesus. De fato, neste acontecimento está a solução para o problema apresentado pelo drama da Cruz. Sozinha, a Cruz não poderia explicar a fé cristã. Aliás, permaneceria uma tragédia, indicação do absurdo do ser. O mistério pascal consiste no facto de que aquele Crucificado “ressuscitou ao terceiro dia segundo as Escrituras (1 Cor 15, 4) assim afirma a tradição protocristã.