Maria, Mulher de Fé (2)

– no ensinamento de três Papas

Mary Focus II

“No decorrer deste Ano será útil convidar os fiéis a se dirigirem com devoção especial a Maria, figura da Igreja, que ‘reúne em si e reflete os imperativos mais altos da nossa fé’.” (Nota com indicações pastorais para o Ano da Fé, 1,3)

pope_johnpaul[João Paulo II, Audiência Geral, 6 de maio de 1998] 2. Se desejamos contemplar a profundidade da fé de Maria, serve-nos de grande ajuda a narração evangélica das bodas de Caná. Diante da falta de vinho, Maria poderia procurar qualquer solução humana ao problema que se apresentou, mas não hesita em dirigir-se imediatamente a Jesus: «Não têm vinho» (Jo 2, 3). Ela sabe que Jesus não tem vinho à Sua disposição; de maneira verossímil pede então um milagre. E o pedido é tanto mais audaz, uma vez que até àquele momento Jesus ainda não operara nenhum milagre. Agindo deste modo, Ela obedece, sem dúvida, a uma inspiração interior, uma vez que, segundo o plano divino, a fé de Maria deve preceder a primeira manifestação do poder messiânico de Jesus, como precedeu a Sua vinda sobre a terra. Ela encarna já aquela atitude que será louvada por Jesus a respeito dos verdadeiros crentes de todos os tempos: «Bem-aventurados os que, sem terem visto, acreditarem!» (Jo 20, 29).

5. (…) Ao dizer que Maria estava aos pés da cruz, o evangelista João (cf. 19, 25) faz-nos entender que Maria continuou repleta de coragem naquele momento dramático. Foi sem dúvida a fase mais difícil na sua «peregrinação de fé» (cf. Lumen gentium, 58). Mas pôde estar de pé, porque a sua fé permaneceu sólida. Na prova, Maria continuou a acreditar que Jesus era o Filho de Deus e, com o Seu sacrifício, haveria de transformar o destino da humanidade.

ITALY VATICAN POPE[Bento XVI, Audiência Geral, 19 de dezembro de 2012] Na saudação do anjo, Maria é chamada «cheia de graça»; em grego o termo «graça», charis, tem a mesma raiz linguística da palavra «alegria». Também nesta expressão é ulteriormente esclarecida a nascente do alegrar-se de Maria: o júbilo provém da graça, ou seja, deriva da comunhão com Deus, do fato de manter um vínculo tão vital com Ele, a ponto de ser morada do Espírito Santo, totalmente plasmada pela obra de Deus. Maria é a criatura que de modo singular abriu totalmente a porta ao seu Criador, colocando-se nas suas mãos sem quaisquer limites. Ela vive inteiramente da e na relação com o Senhor; põe-se em atitude de escuta, atenta a captar os sinais de Deus no caminho do seu povo; está inserida numa história de fé e de esperança nas promessas de Deus, que constitui o tecido da sua existência. E submete-se de maneira livre à palavra recebida, à vontade divina na obediência da fé.

 (…) encontramos momentos de luz, mas vivemos também outros nos quais Deus parece ausente; o seu silêncio pesa no nosso coração e a sua vontade não corresponde à nossa, àquilo que nós gostaríamos. Mas quanto mais nos abrirmos a Deus, acolhermos o dom da fé, depositarmos totalmente nele a nossa confiança — como Abraão e como Maria — tanto mais Ele nos torna capazes, mediante a sua presença de viver cada situação da vida na paz e na certeza da sua fidelidade e do seu amor. No entanto, isto significa sair de nós mesmos e dos nossos projetos, a fim de que a Palavra de Deus seja a lâmpada orientadora dos nossos pensamentos e das nossas ações.

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