Testemunho de Irmã Simone

Minha comunidade de três Irmãs, dentre as quais sou a mais velha, está a serviço de deficientes físicos e mentais. Para nós, é uma grande alegria viver e caminhar junto com eles através das celebrações, onde sua vida de fé nos interpela, de contatos simples, de serviços prestados, da escuta, etc.

A fé sempre significou para mim uma confiança total naquele que me chamou. Na Lumen Fidei nós lemos: “A fé é a resposta a uma Palavra que interpela pessoalmente, a um Tu que nos chama pelo nome” (LF, 8). Confiar sempre me ajudou a superar meus medos, minhas fragilidades para me entregar inteiramente àquele que sempre esteve ao meu lado. “De quem eu terei medo?”

sr. Simone IIJEste Ano da Fé me fez tomar consciência da importância de me deixar “reencontrar por Ele”; de reler sua Palavra, de me colocar mais à escuta desta Palavra: “A fé nasce de uma escuta e destina-se a ser pronunciada e a tornar-se anúncio” (LF, 22). Evidentemente, na minha idade, eu não me encontro num grupo que procura despertar a fé, mas eu posso, sem dúvida, de minha parte, despertar a fé a partir de gestos de bondade, da escuta dos residentes, de um serviço prestado.

Eu também não me vejo mais indo para a praia para levar a Boa Nova; este não é o meu carisma. Mas eu me sinto chamada a criar “espaços de silêncio” para encontrá-Lo e levá-Lo aos outros no cotidiano: “Que outra recompensa poderia Deus oferecer àqueles que O buscam, senão deixar-Se encontrar a Si mesmo?” (LF, 35).

A fé se vive, primeiro, em comunidade, pela partilha da Palavra de Deus, pela leitura dos acontecimentos, pelos gestos fraternos, pois “é impossível crer sozinhos” (LF, 39). É um ato de fé aderir plenamente ao que Jesus nos disse: “Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18,20).

Senhor, que eu saiba reconhecer-Te em todos os que estão ao meu redor.

Irmã Simone, FC

Comunidade de Corbonod

Província França Sul