As Assembleias na Companhia

No dia 27 de agosto de 1660, um mês antes da morte de São Vicente, e seis meses depois da morte de Santa Luísa, realizou-se em Paris o que podemos considerar a primeira “Assembleia” da Companhia, convocada por São Vicente para eleger as “Oficiais”, ofícios equivalentes aos de Conselheiras, hoje. Esta foi uma Assembleia muito especial, se nós a olhamos a partir do que hoje entende-se por Assembleia. Entretanto, parece que a Companhia considera esta “Assembleia” como o embrião que foi se desenvolvendo até incluir o conceito que temos hoje sobre as Assembleias.

Holy_SpiritAs Assembleias celebram-se cada seis anos (cf. C. 87b). É o espaço de tempo que a Companhia julga conveniente para renovar os cargos do governo geral, refletir nas consequências das profundas e rápidas mudanças de nosso tempo e rever a maneira de viver nosso carisma e nossa missão de serviço dos pobres.

Na Companhia, todas as Irmãs são responsáveis pela fidelidade ao carisma e a vitalidade da missão apostólica. É no momento das Assembleias que elas podem exercer essa corresponsabilidade. É aí que elas superam o pequeno círculo de sua comunidade e de seu serviço para entrar em contato com as inquietações da Companhia inteira, para sentirem-se membros ativos e solidários desse corpo, para reforçar sua pertença à Companhia e o seu caráter internacional.

As Assembleias são um instrumento a serviço da ação transformadora do Espírito Santo. Isto exige das Irmãs atitudes de conversão, oração, diálogo, abertura, participação e liberdade. É preciso considerar as Assembleias como a passagem de Deus, como um tempo de graça que comunica a esperança, que reanima e oxigena a Companhia.

Pe. Javier Alvarez, C.M.

(Ecos Setembro-Outubro, 2006)