{"id":4086,"date":"2020-10-21T09:10:02","date_gmt":"2020-10-21T07:10:02","guid":{"rendered":"https:\/\/hijascaridad.sjdigitaldemo.ovh\/familia\/santa-luisa-de-marillac-2\/"},"modified":"2024-03-07T10:11:17","modified_gmt":"2024-03-07T09:11:17","slug":"santa-luisa-de-marillac-2","status":"publish","type":"familia","link":"https:\/\/filles-de-la-charite.org\/pt-pt\/familia\/santa-luisa-de-marillac-2\/","title":{"rendered":"Santa Lu\u00edsa de Marillac"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Lu\u00edsa de Marillac nasceu no s\u00e9culo XVII, no entanto, sua vida se assemelha \u00e0 nossa nas preocupa\u00e7\u00f5es cotidianas. Em meio \u00e0s vicissitudes de sua vida, ela abriu progressivamente seu cora\u00e7\u00e3o \u00e0 luz de Deus.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cTodas as vezes que fizestes isto a um destes meus irm\u00e3os mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes\u201d.<\/em><\/p>\n<cite>(Mt 25, 40)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cN\u00e3o basta ir e dar, mas \u00e9 necess\u00e1rio um cora\u00e7\u00e3o purificado de todo interesse, (\u2026) para isso temos de ter, continuamente, diante dos olhos, o nosso modelo que \u00e9 a vida exemplar de Jesus Cristo, a cuja imita\u00e7\u00e3o somos chamadas n\u00e3o somente como crist\u00e3s, mas tamb\u00e9m por termos sido escolhidas por Deus para servi-lo na pessoa dos seus pobres\u201d<\/p>\n<cite>(Santa Lu\u00edsa de Marillac, C. 257)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>1591, 12 de agosto<\/strong><\/td><td><strong>N<\/strong>ascimento de Lu\u00edsa de Marillac<\/td><\/tr><tr><td><strong>1604, 25 de julho<\/strong><\/td><td><strong>M<\/strong>orte de seu pai<\/td><\/tr><tr><td><strong>1613, 5 de fevereiro<\/strong><\/td><td>Casamento com Ant\u00f4nio Le Gras<\/td><\/tr><tr><td><strong>1613, 18 de outubro<\/strong><\/td><td>Nascimento de Miguel Le Gras<\/td><\/tr><tr><td><strong>1623, 4 de junho<\/strong><\/td><td>\u201cLuz de Pentecostes\u201d na Igreja de Saint Nicolas-des-Champs, em Paris<\/td><\/tr><tr><td><strong>1625, 21 de dezembro<\/strong><\/td><td><strong>M<\/strong>orte de seu marido; primeiros encontros com Vicente de Paulo<\/td><\/tr><tr><td><strong>1629<\/strong><\/td><td>In\u00edcio das visitas \u00e0s Confrarias da Caridade<\/td><\/tr><tr><td><strong>1630<\/strong><\/td><td><strong>C<\/strong>hegada de Margarida Naseau a Paris, primeira jovem a servi\u00e7o das Confrarias da Caridade<\/td><\/tr><tr><td><strong>1633, fevereiro<\/strong><\/td><td>Morte de Margarida Naseau<\/td><\/tr><tr><td><strong>1633, 29 de novembro<\/strong><\/td><td><strong>F<\/strong>unda\u00e7\u00e3o da Companhia das Filhas da Caridade<\/td><\/tr><tr><td><strong>1638<\/strong><\/td><td>Come\u00e7o da obra das crian\u00e7as abandonadas<\/td><\/tr><tr><td><strong>1650, 18 de janeiro<\/strong><\/td><td>Casamento de seu filho, Miguel<\/td><\/tr><tr><td><strong>1651<\/strong><\/td><td><strong>N<\/strong>ascimento de Lu\u00edsa Renata, neta de Lu\u00edsa de Marillac<\/td><\/tr><tr><td><strong>1652<\/strong><\/td><td>Estabelecimento das Filhas da Caridade na Pol\u00f4nia; agravamento dos conflitos da Fronda; em Paris, sopas populares e acolhida dos refugiados<\/td><\/tr><tr><td><strong>1653 \u2013 1658<\/strong><\/td><td><strong>E<\/strong>nvio das Filhas da Caridade para os campos de batalha<\/td><\/tr><tr><td><strong>1660, 15 de mar\u00e7o<\/strong><\/td><td><strong>M<\/strong>orte de Lu\u00edsa de Marillac<\/td><\/tr><tr><td><strong>1920<\/strong><\/td><td>Beatificada pelo Papa Bento XV<\/td><\/tr><tr><td><strong>1934<\/strong><\/td><td>Canonizada pelo Papa Pio XI<\/td><\/tr><tr><td><strong>1960<\/strong><\/td><td><strong>D<\/strong>eclarada Padroeira das Obras Sociais Crist\u00e3s<\/td><\/tr><tr><td><strong>9 de maio<\/strong><\/td><td>Dia de sua festa<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Lu\u00edsa de Marillac nasceu em 12 de agosto de 1591, numa fam\u00edlia nobre. V\u00e1rios membros desta fam\u00edlia exerceram cargos importantes na corte do rei Lu\u00eds XIII. Seu tio Miguel conheceu uma grande ascens\u00e3o, tornando-se Guarda-Selos, em 1626. Ele est\u00e1 na origem da Journ\u00e9e des Dupes (Dia dos Logrados), em novembro de 1630, que tinha como objetivo derrubar o primeiro-ministro, Richelieu. A tentativa fracassa, Miguel \u00e9 pego e termina sua vida preso no castelo de Ch\u00e2teaudun, onde morreu em 1632.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Lu\u00edsa nasceu de m\u00e3e desconhecida. Seu pai era vi\u00favo na \u00e9poca de seu nascimento e quando se casa novamente, ela tinha tr\u00eas anos. Bem pequena foi confiada \u00e0s religiosas dominicanas do Mosteiro Real de Poissy, onde s\u00e3o educadas outras crian\u00e7as. A educa\u00e7\u00e3o recebida lhe proporcionou uma s\u00f3lida educa\u00e7\u00e3o intelectual e religiosa. Quando seu pai morreu, ela tinha treze anos e seu tio Miguel se torna seu tutor. Ela precisou deixar Poissy para morar em uma pens\u00e3o para mo\u00e7as onde conheceu a vida simples e pobre. Foi para ela, um lugar de forma\u00e7\u00e3o nas tarefas dom\u00e9sticas.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Aos quinze anos, desejava tornar-se religiosa de uma ordem austera, as Capuchinhas. O Padre diretor espiritual do convento n\u00e3o a aceita em virtude de sua sa\u00fade delicada. Profundamente decepcionada, Lu\u00edsa se submete a essa decis\u00e3o. Mais tarde, ela obedece \u00e0 sua fam\u00edlia que lhe apresenta Ant\u00f4nio Le Gras, simples escudeiro, um dos secret\u00e1rios da rainha. O casamento aconteceu em 1613; ela tinha vinte e dois anos e, recebeu o nome de Senhorita (mademoiselle) Le Gras, pois o t\u00edtulo de Senhora (madame) \u00e9 reservado \u00e0 nobreza.<\/p>\n\n\n\n<p><br>No mesmo ano, tornou-se m\u00e3e do pequeno Miguel. Lu\u00edsa desabrocha no seu casamento e vive feliz at\u00e9 1622, ano em que seu marido adoece e se torna irritadi\u00e7o. Lu\u00edsa se culpa: por n\u00e3o ter respeitado a promessa feita a Deus de tornar-se religiosa e eis seu marido, Ant\u00f4nio, doente. N\u00e3o seria sua culpa? Ela entra num per\u00edodo de depress\u00e3o; est\u00e1 angustiada e cheia de d\u00favidas sobre a f\u00e9 a ponto de desejar abandonar tudo. Em 1623, na festa de Pentecostes, Deus ilumina seu cora\u00e7\u00e3o, sua escurid\u00e3o interior desaparece. Ela compreende que seu lugar \u00e9 junto de seu marido, que Deus est\u00e1 junto dela e de seu esposo. Lu\u00edsa entende que poder\u00e1, um dia, viver em comunidade a servi\u00e7o do pr\u00f3ximo, \u201cindo e vindo\u201d, express\u00e3o incompreens\u00edvel numa \u00e9poca em que as religiosas s\u00e3o todas enclausuradas.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Lu\u00edsa cerca seu marido de todos os cuidados at\u00e9 a sua morte, em dezembro de 1625. Vi\u00fava, os recursos financeiros ficam escassos e ela precisou mudar-se. Perto de seu novo endere\u00e7o, morava o Padre Vicente de Paulo, que se torna seu diretor espiritual. Os dois n\u00e3o sentiram grande entusiasmo ao se encontrarem, t\u00e3o diferentes eram suas personalidades, ao menos aparentemente! Eles aprendem a se conhecer e Vicente ajudar\u00e1 Lu\u00edsa a realizar sua voca\u00e7\u00e3o. Ele lhe prop\u00f5e visitar as \u201cConfrarias da Caridade\u201d para encorajar as Senhoras em seus servi\u00e7os junto aos mais pobres.<br>Lu\u00edsa sai de si mesma e toma consci\u00eancia das realidades vividas pelos pobres. Ela descobre as dificuldades enfrentadas pelas senhoras para se colocarem a servi\u00e7o dessas pessoas pobres j\u00e1 que n\u00e3o podem realizar todas as tarefas humildes.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Em 1630, uma simples camponesa, Margarida Naseau, oferece seus servi\u00e7os para ajudar as Senhoras. Outras camponesas chegam em seguida. Vicente confia a Lu\u00edsa a forma\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica e espiritual dessas jovens mulheres. Lu\u00edsa se interroga e discerne, progressivamente, que essas jovens poderiam ser reunidas em uma confraria. Vicente, no come\u00e7o, n\u00e3o a compreende. Depois de um longo tempo de reflex\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o, a Companhia das Filhas da Caridade nasce em 29 de novembro de 1633.<\/p>\n\n\n\n<p><br>V\u00e1rias comunidades de Filhas da Caridade s\u00e3o fundadas em Paris e, progressivamente, elas se afastam da capital. Em 1638, as Irm\u00e3s partem para Touraine, em Richelieu. Seguem-se v\u00e1rias funda\u00e7\u00f5es na Fran\u00e7a. As Irm\u00e3s se colocam a servi\u00e7o dos mais pobres; dos doentes em domic\u00edlio ou nos hospitais; acolhem as crian\u00e7as abandonadas, criando-as e garantindo sua educa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de pequenas escolas; cuidam dos feridos de guerra; dos galerianos\u2026 Lu\u00edsa preocupa-se com a forma\u00e7\u00e3o humana e espiritual das Irm\u00e3s. Cada uma aprende as melhores t\u00e9cnicas de seu tempo nas \u00e1reas de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o para us\u00e1-las com os mais desfavorecidos. Cada uma aprofunda sua rela\u00e7\u00e3o com Deus, reconhecendo nos pobres que servem o rosto de Jesus Cristo. As Irm\u00e3s vivem juntas em pequenas comunidades. O objetivo \u00e9 form\u00e1-las para que se tornem aut\u00f4nomas e capazes de manter suas pr\u00f3prias necessidades.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Os graves conflitos da Fronda que atingiram a Fran\u00e7a de 1648 a 1653 causaram muitas pobrezas: fome, doen\u00e7a, viol\u00eancia. Lu\u00edsa e Vicente enviaram as Filhas da Caridade a todas as frentes de batalha. As Irm\u00e3s se deslocam de aldeia em aldeia para socorrer e encorajar os habitantes. Esta mobilidade foi uma grande novidade numa \u00e9poca onde as mulheres consagradas ficam dentro de seus mosteiros.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Esta Comunidade nascente atravessa uma crise entre 1644 e 1649. Irm\u00e3s deixam a Companhia (o servi\u00e7o dos pobres \u00e9 considerado muito dif\u00edcil, a vida comunit\u00e1ria muito exigente, as Irm\u00e3s perdem o gosto pela ora\u00e7\u00e3o), projetos fracassam. Al\u00e9m disso, Lu\u00edsa se preocupava com seu filho, que n\u00e3o sabe o que quer fazer de sua vida. Sacerd\u00f3cio? Casamento? Seu futuro parece confuso\u2026 Lu\u00edsa acredita que falhou na educa\u00e7\u00e3o de seu filho e \u00e9 tomada novamente pelo sentimento de culpa. Com a ajuda do Padre Vicente, Lu\u00edsa vai atravessar essa crise e reencontrar a paz em 1650. Seu filho se casou no mesmo ano e ela se tornou av\u00f3 no ano seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Seguindo o caminho de Cristo que ela tanto ama, o Senhor da Caridade que se fez homem para dar a vida aos homens, Lu\u00edsa aproxima-se dos mais pobres e das Irm\u00e3s com aten\u00e7\u00e3o, do\u00e7ura, cordialidade, compaix\u00e3o. Sabe adaptar-se a cada uma para lhes dar a for\u00e7a para encontrar o caminho da rela\u00e7\u00e3o com Cristo.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Lu\u00edsa e Vicente nunca pararam de aliviar a mis\u00e9ria dos mais pobres por amor a Jesus Cristo. Lu\u00edsa colaborou intensamente com Vicente para que a Companhia das Filhas da Caridade permanecesse uma Comunidade de \u201cidas e vindas\u201d, permitindo \u00e0s Irm\u00e3s encontrarem os pobres l\u00e1 onde viviam.<br>Personalidades muito diferentes, ao longo de trinta e cinco anos de trabalho em comum, aprenderam a apreciar suas diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as, n\u00e3o sem um per\u00edodo de tens\u00e3o. Uma profunda amizade nasceu com o tempo, onde cada um respeitava a personalidade \u00fanica do outro. Eles colocaram sua energia a servi\u00e7o da obra que os une: o servi\u00e7o de Cristo nos Pobres.<br>Lu\u00edsa morreu em 15 de mar\u00e7o de 1660, alguns meses antes de Vicente, rodeada por sua fam\u00edlia e Irm\u00e3s. As dificuldades, as d\u00favidas e ang\u00fastias n\u00e3o a pouparam. Em sua fragilidade, ela acolheu a for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo e seguiu o caminho do Cristo que assumiu a nossa humanidade e se fez pr\u00f3ximo dos homens. A seu exemplo, respondeu \u00e0s necessidades dos mais pobres para que cada um reencontrasse sua dignidade e se descobrisse como filho de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Hoje, a Fam\u00edlia Vicentina se inspira na vida desta mulher que se deixou habitar pela luz do seu Senhor.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><br>Para saber mais :<br>Leituras:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Impelidos pela Caridade, Peregrinos na Miss\u00e3o, Vin\u00edcius Augusto Ribeiro Teixeira, O Lutador, 2010<br>\u2022 Rezar 15 dias com Lu\u00edsa de Marillac, Elisabeth Charpy, Editora Santu\u00e1rio, 2010<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Sites:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.famvin.org\/\">http:\/\/www.famvin.org\/<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"http:\/\/stvincentimages.cdm.depaul.edu\/\">http:\/\/stvincentimages.cdm.depaul.edu\/<\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"featured_media":971,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"_links_to":"","_links_to_target":""},"origen":[],"class_list":["post-4086","familia","type-familia","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Santa Lu\u00edsa de Marillac - Filles de la Charit\u00e9<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/filles-de-la-charite.org\/pt-pt\/familia\/santa-luisa-de-marillac-2\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Santa Lu\u00edsa de Marillac - Filles de la Charit\u00e9\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Lu\u00edsa de Marillac nasceu no s\u00e9culo XVII, no entanto, sua vida se assemelha \u00e0 nossa nas preocupa\u00e7\u00f5es cotidianas. 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